A ancestralidade indígena fala comigo em mais de uma língua. Tem dia que ela pede o realismo do óleo: cada ruga, cada marca, no lugar certo. Tem dia que pede cor pura, pincelada solta, acrílica correndo livre na tela. Neste post mostro os dois caminhos que uso pra contar a mesma história.

O ancião que carrega séculos

No realismo, tem um óleo sobre tela de 108x160 cm que pintei de um ancião: cocar, pinturas azuis no rosto, um sorriso sereno. Quis que cada ruga contasse uma parte da vida dele, que cada marca na pele carregasse o peso do tempo e do que aquele povo atravessou. É esse rosto que carrega séculos de história que eu tenho orgulho de colocar na tela. Essa obra está no meu Instagram.

Preto, branco e o fogo da ancestralidade

Em outra tela, fui atrás da essência e da resiliência da identidade indígena, com pinceladas mais expressivas e um contraste forte. Trabalhei em preto e branco pra dar uma profundidade atemporal, e deixei só uns toques de laranja aparecerem ali, como se fossem o fogo da ancestralidade que ainda arde. É um quadro pensado pra provocar reflexão e reverência às nossas raízes. O vídeo dessa pintura está no Instagram.

Quando a alma fala em cores

A coleção Coloridos Espontâneos nasceu de uma inquietação minha. Sempre achei importante o artista não se acomodar com o que já sabe fazer, ir atrás do novo, sair de um mesmo estilo ou técnica antes que virem rotina. Foi esse pensamento que anunciei quando apresentei a coleção no Instagram. Esse post marcou o início da coleção.

Um exemplo dessa linguagem é uma acrílica de 100x100 cm em que soltei a mão: pincelada livre, espontânea. Laranja, azul, roxo e vermelho dançam juntos na tela pra revelar a força e a pureza de um olhar indígena que carrega séculos de história. Mais que um retrato, essa tela é uma explosão de identidade. Veja essa explosão de cores no Instagram. No meu canal, essa mesma série aparece no vídeo O Guardião, uma acrílica de 150x100 cm disponível pra quem quiser adquirir. Pintar aquele guardião foi, pra mim, uma honra.

Realismo e espontaneidade se alimentam. Um me dá a disciplina do detalhe, o outro devolve a liberdade da mão. Os dois contam a mesma história: identidade e resistência.

Se você quer mergulhar mais nesse olhar sobre identidade indígena, tem um post inteiro sobre isso: Retratos indígenas: história e identidade em cada pincelada. Acompanho o processo das telas também no Instagram e no YouTube.

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